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O paraíso já foi o inferno de muitos. Depois de expulsar definitivamente os invasores, Portugal resolveu tomar conta da ilha de vez, afinal o arquipélago tinha posição estratégica, bem na rota das navegações entre o Velho e o Novo Mundo.

Para isso, os portugueses ergueram 10 fortes, impedindo o desembarque em qualquer ponto das ilhas. E Noronha passou a ser colonizada. Como o marketing turístico ainda não tinha feito a fama da ilha, o jeito de convencer alguém a morar lá, no meio do Atlântico, foi na base da força – presos foram enviados para lá aos montes. Foram eles que construíram as estruturas e boa parte da vila que se formou nos anos seguintes. Durante 201 anos, Noronha era um lugar que muita gente sonhava em evitar ou fazia planos para fugir. Muitos, inclusive, morreram tentando.

Para evitar fugas, a vegetação natural da ilha, que poderia ser usada pelos presos para construir embarcações, foi retirada aos poucos. Apesar disso, não havia muros nessa prisão. Os detentos moravam em casas, podiam pescar e alguns até mesmo ganhavam o direito de levar suas famílias para lá.

Além de presos comuns, acusados de crimes políticos também foram enviados para Noronha. Isso ocorreu com participantes de revoltas importantes da nossa história, como a Revolução Farroupilha e a Cabanagem. Getúlio Vargas também mandou desafetos para lá, entre eles Carlos Marighella.

A vocação prisional da ilha parecia ter fim com a Segunda Guerra Mundial, quando Noronha recebeu uma base do exército dos Estados Unidos, mas a ditadura militar também usou o paraíso como lugar de detenção. Miguel Arraes passou 11 meses preso lá, depois de ser deposto do Governo de Pernambuco, em 1964.



*Texto e foto: Extraídos do site 360meridianos

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